Quando um “biquinho fofo” revela algo maior: a importância de observar os sinais do desenvolvimento infantil

O que muitas vezes parece apenas um gesto encantador pode, na verdade, carregar um significado mais profundo.

Foi assim que uma mãe do interior de São Paulo começou a perceber que algo no desenvolvimento da filha merecia mais atenção. Desde os primeiros meses de vida, a bebê fazia um “biquinho” de forma repetitiva — um comportamento visto inicialmente como algo fofo, quase um traço de personalidade.

Com o tempo, porém, aquele gesto deixou de ser apenas um detalhe curioso.

Ele se tornou um sinal.

O que está por trás de um comportamento aparentemente “fofo”?

Na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, é comum que comportamentos repetitivos sejam vistos como algo passageiro — uma fase, uma mania ou até um traço de personalidade da criança.

Isso acontece porque, no dia a dia, aquilo que é percebido como “fofo” ou inofensivo tende a ser acolhido com naturalidade pela família, sem gerar preocupação imediata. Pequenos gestos acabam sendo incorporados à rotina e à forma como a criança é enxergada.

No entanto, quando esses comportamentos se repetem com frequência ou aparecem junto de outros sinais, podem indicar a necessidade de um olhar mais atento.

Quando observar com mais atenção?

No caso relatado, além do “biquinho” frequente, outros sinais começaram a surgir com o desenvolvimento da criança:

  • Dificuldade em responder ao nome
  • Pouco contato visual
  • Atraso na comunicação
  • Outros comportamentos repetitivos

Esses sinais, quando observados em conjunto, ajudam a direcionar a busca por uma avaliação profissional.

É importante reforçar:
Nem todo comportamento repetitivo indica autismo.
Mas a repetição frequente e associada a outros sinais merece atenção.

O papel da informação e do olhar atento

A identificação precoce faz toda a diferença.

Quando a família compreende os sinais e busca orientação, abre-se um caminho para intervenções que favorecem o desenvolvimento, a comunicação e a autonomia da criança.

No caso dessa história, o diagnóstico trouxe não apenas respostas, mas também direcionamento: terapias, acompanhamento especializado e novas formas de interação com o mundo.

Mais do que observar, é cuidar

No Instituto Acorde, acreditamos que cuidar começa pelo olhar atento.

Cada detalhe importa.

Aquilo que parece pequeno pode ser o início de uma grande transformação — quando há informação, acolhimento e ação no tempo certo.

Se você convive com uma criança, observe:
os sinais não são para rotular, mas para cuidar melhor.

Instituto Acorde: cuidar é compreender

O Instituto Acorde atende mais de 500 crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e deficiência intelectual, oferecendo educação especializada, saúde e assistência. A instituição trabalha para promover inclusão, autonomia e dignidade.

Faça parte dessa transformação

Para continuar esse trabalho e realizar melhorias em sua estrutura, o Instituto Acorde conta com a solidariedade da comunidade.

Clique AQUI, doe agora e apoie a causa da pessoa com deficiência intelectual ou múltipla.

Sinais de Alerta no Autismo: Por que a Identificação Precoce Transforma Vidas?

Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). No Instituto Acorde, acreditamos que a informação é a ferramenta mais poderosa para a inclusão. O autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento que impacta a comunicação, a interação social e o comportamento.

Dados recentes do CDC (2025) indicam que 1 em cada 31 crianças é diagnosticada com TEA. No Brasil, estimamos mais de 2 milhões de pessoas no espectro. Identificar os sinais precocemente é o que permite o acesso a intervenções que ampliam a autonomia e a qualidade de vida.

O que observar: Sinais de Alerta por Categoria

Baseado nas diretrizes mais atualizadas de 2026, listamos os principais marcos que merecem atenção:

1. Comunicação e Linguagem
Atraso na fala: Não balbuciar ou não falar palavras isoladas até os 12-16 meses.
Regressão: Perda de habilidades de fala ou sociais que a criança já havia adquirido.
Ecolalia: Repetir frases, músicas ou falas de desenhos de forma fora de contexto.
Dificuldade Pragmática: Dificuldade em manter uma conversa de “ida e volta” ou entender ironias e metáforas (em crianças maiores).

2. Interação Social
Contato Visual: Ausência ou pouca duração do olhar direto durante a interação ou amamentação.
Atenção Compartilhada: A criança não aponta para objetos para mostrar interesse e não olha para onde o adulto aponta.
Resposta ao Nome: Frequentemente não atende quando chamada, parecendo ter dificuldades auditivas (mesmo com a audição normal).
Isolamento: Preferência por brincar sozinha, ignorando a tentativa de aproximação de outras crianças.

3. Comportamentos e Sensorialidade
Estereotipias: Movimentos repetitivos com as mãos (flapping), tronco ou girar em torno do próprio eixo.
Foco em Partes de Objetos: Em vez de brincar com o carrinho, a criança foca exclusivamente em girar as rodas.
Rigidez de Rotina: Crises intensas diante de mudanças mínimas no trajeto ou na ordem das atividades.
Sensibilidade Sensorial: Reação extrema a barulhos (como liquidificador), texturas de roupas ou seletividade alimentar severa (recusa por cores ou texturas específicas).

A Importância do Diagnóstico Precoce

O cérebro das crianças possui uma alta plasticidade neuronal nos primeiros anos. Por isso, no Instituto Acorde, reforçamos: não espere a criança crescer para ver se o atraso passa.
O diagnóstico pode ser feito a partir dos 18 meses por profissionais especializados (neuropediatras, psiquiatras infantis e psicólogos). O tratamento envolve uma equipe multidisciplinar, focada em desenvolver as potencialidades únicas de cada indivíduo.

Informação é o primeiro passo para a inclusão. Conheça nossos projetos e como apoiamos famílias.

Protagonismo que inspira: documentário brasileiro dirigido por cineasta com síndrome de Down conquista reconhecimento internacional

Recentemente, uma conquista histórica chamou a atenção dentro e fora do Brasil: o documentário “Uma em mil”, dirigido pelos irmãos Jonatas Puntel Rubert e Tiago Puntel Rubert, vem ganhando reconhecimento internacional e, mais do que isso, provocando reflexões profundas sobre autonomia, inclusão e o verdadeiro significado de “normalidade”.

Tiago, um jovem com síndrome de Down, não apenas participa da narrativa — ele é protagonista também por trás das câmeras. Sua atuação como diretor rompe barreiras históricas e desafia estigmas que, por muito tempo, limitaram o olhar da sociedade sobre pessoas com deficiência.

Muito além do cinema: uma mensagem necessária

O documentário não se limita a contar uma história. Ele convida o público a enxergar o mundo a partir de uma perspectiva mais humana, sensível e real. Ao retratar a própria vivência familiar, os diretores constroem uma narrativa autêntica, que questiona padrões impostos e valoriza a singularidade de cada indivíduo.

Em um cenário onde ainda existem tantos preconceitos e desinformação, iniciativas como essa mostram que inclusão não é apenas sobre espaço — é sobre protagonismo, respeito e oportunidade.

O que essa conquista representa para todos nós

Para instituições como o Instituto Acorde, que diariamente atuam no desenvolvimento de pessoas com deficiência intelectual e autismo, esse reconhecimento internacional reforça algo que vivenciamos todos os dias: o potencial existe — o que precisa existir são oportunidades.

Cada criança, adolescente ou adulto atendido carrega talentos únicos, sonhos e capacidades que muitas vezes só precisam de incentivo, acolhimento e acesso para florescer.

Inclusão na prática: o papel da sociedade

A história de Tiago nos faz refletir: quantas histórias ainda não foram contadas por falta de oportunidade?

Promover a inclusão é responsabilidade de todos nós — seja apoiando projetos sociais, incentivando a autonomia ou simplesmente mudando a forma como enxergamos o outro.

Transformar vidas é possível — e começa com você

No Instituto Acorde, acreditamos que cada passo rumo à inclusão é uma conquista coletiva. E ela só acontece graças ao apoio de pessoas que acreditam nessa causa.

Se você também acredita no potencial de cada indivíduo e quer fazer parte dessa transformação, contribua com essa missão.

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Crianças superdotadas precisam de equilíbrio entre estudo, lazer e socialização; entenda

Especialistas alertam que os estudantes costumeiramente vistos como “gênios” necessitam ainda mais de atividades como lazer e hobbies.

— Foto: Unsplash

Brincar com o irmão mais novo, jogar vôlei ou futebol, assistir a uma série com os pais. Atividades comuns de qualquer criança ou adolescente ganham maior importância para aquelas com diagnóstico de superdotação. Os momentos de lazer e socialização cumprem papel importante na rotina — especialmente nas férias —, muitas vezes, quase totalmente dedicada aos estudos.

“Eu geralmente jogo futebol, vôlei, nado na piscina com meus amigos aqui do prédio mesmo ou do colégio. Em casa, jogo xadrez com meu pai e minha mãe, assisto série com eles, brinco com meu irmão”, disse Lucca Pontes, de 12 anos, estudante do 6º ano do ensino fundamental.

Os passatempos ordinários contrastam com as conquistas acadêmicas extraordinárias. O adolescente, ainda na metade do ensino fundamental, foi aprovado no vestibular da Universidade Estadual do Ceará. Lucca foi diagnosticado com superdotação (entenda o diagnóstico abaixo), o que alterou a atenção dos pais para as atividades que ele pratica além dos estudos.

“Quando as pessoas imaginam o superdotado, elas só imaginam uma pessoa muito inteligente, mas a superdotação se enquadra como neurodivergência. Existem outras questões desafiadoras”, disse Andressa Pontes, mãe do Lucca.

“Por trás do superdotado tem uma criança que é extremamente perfeccionista, que é sensível. Então, tem outras coisas que a gente busca para dar esse suporte para que ele possa se desenvolver melhor dentro da capacidade dele, dentro da característica dele, do que ele gosta, para que seja verdadeiramente feliz”, reforçou.

Importância da socialização

Definir momentos como práticas de esporte, lazer ou algum hobby não significa dizer que o estudo seja excruciante para as crianças superdotadas. Pelo contrário, a dedicação acadêmica, na maioria das vezes, é desenvolvida naturalmente por elas. No entanto, é preciso equilíbrio e diversidade para um desenvolvimento completo.

“Quando você estimula só uma área, um rótulo ou uma imagem, uma expectativa em relação a essa criança, você está empobrecendo, está roubando a oportunidade de desenvolvimento dela em outras áreas”, explicou a psicóloga Ticiana Santiago.

“Ela precisa brincar, ela precisa do filme, precisa da história, precisa de jogos, praticar um esporte. Ela, mais do que todas as outras, para não esquecer do corpo, do movimento, da regulação emocional. Ela precisa participar de uma atividade artística e cultural, de um teatro, de leituras nesse sentido”, complementou Ticiana, que é doutora em educação brasileira e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Quais características de um superdotado?

A inteligência acadêmica não é o único sinal da condição, que exige um diagnóstico.

A psicóloga relatou já ter acompanhado casos de crianças e adolescentes com altas habilidades que desenvolveram quadros de ansiedade e depressão crônicos, devido a metas inalcançáveis e falta de estímulo em outras áreas — como a inteligência emocional.

“Essas crianças precisam muito, tanto quanto ou até mais, de socialização. Elas precisam estar entre pares, conviver com outras crianças que são parecidas com elas até para não se reconhecerem como tão diferentes, e também ficarem estimuladas, mas elas também precisam estar na escola regular. Elas também precisam da mediação pedagógica dos professores, dos pais, de elementos que trabalham o corpo, a psicomotricidade, a imaginação, a criatividade, as habilidades linguísticas, as interações sociais”, reforçou.

“É importante reconhecer que as altas habilidades e superdotação falam de um desenvolvimento neuroatípico. Não quer dizer que essas crianças tenham necessariamente uma deficiência, mas que elas precisam, assim como qualquer outra criança que tem diferenças e diversidades, de um currículo adaptado, de uma rotina adaptada e de estimulação. Então é muito importante, tal qual todas as crianças, em especial eles, que a gente tenha atenção à singularidade de cada um”, destacou a professora universitária.

‘A superdotação é muito complexa’

O tempo livre também é celebrado na casa de João Pedro, conhecido como JP das Galáxias — que também foi diagnosticado com superdotação. Ele, assim como o amigo Lucca, também foi aprovado na Uece — e ainda mais cedo, aos dez anos. Em 2025, inclusive, JP esteve em uma lista de 100 crianças prodígios do mundo.

“Claro que ele joga bola; já quebrou dedo, já quebrou pé jogando bola. Ele gosta de brincar de piscina. Dentro de casa, ele tem um irmão mais novo, de quatro anos, então ele acaba brincando de carrinho com o irmão”, elencou Sarah Araújo, mãe de JP.

Entre várias atividades, JP disse estar focado no momento em jogos de tabuleiro, mas destacou o histórico na luta — onde também acumula medalhas. “Eu treino judô desde os dois anos e estou na faixa laranja. Já fui campeão cearense duas vezes. Adoro treinar judô porque é uma atividade física linda. É uma atividade de autodefesa que não é brutal, mas também não é cortesã”, disse JP.

A atividade física é um dos hobbies incentivados pela mãe. “O judô fez uma diferença muito grande na vida dele, porque deu um ganho de autoconfiança, de muita noção de mundo, de perder, de ganhar, de competir. O judô foi muito importante”, comentou Sarah.

“A superdotação é muito complexa. Junto com a superdotação, com essa facilidade de aprendizado, com essa média cognitiva elevada, vêm vários outros fatores que nem sempre são positivos”, disse Sarah.

“Geralmente, o superdotado tem uma tendência a ser mais ansioso. Ele tem uma tendência, às vezes, a ser depressivo. São questões que eu, desde cedo, fico muito atenta. E essas atividades paralelas, que a gente programa, tenta fazer com ele, são justamente também para tentar remediar essas coisas que nem sempre são positivas”, destacou a mãe do JP.

Diagnóstico de superdotação

Lívia Melo, neuropsicóloga que trabalha com crianças com superdotação, enfatiza a necessidade de obter o diagnóstico de altas habilidades. “É um diagnóstico para você entender como é que seu cérebro funciona. É um mapeamento do seu cérebro para, a partir desse mapeamento, você entender quais ferramentas você pode usar a seu favor”, explicou.

Ela disse, inclusive, que o processo não se limita às crianças. “Ele pode ser feito em qualquer pessoa; é um diagnóstico para autoconhecimento. Não é um diagnóstico só para você descobrir se você tem algum tipo de transtorno”, detalhou. Em 2025, inclusive, o tema ganhou destaque após o influenciador Whindersson Nunes receber o diagnóstico.

“Quando se pensa em altas habilidades, a gente acha que é aquele gênio e que tem que ser perfeito e tudo. Mas, geralmente, uma pessoa que tem altas habilidades, ela tem uma deficiência na parte emocional. Por quê? Porque ela fica muito focada em alguma parte, mas a parte emocional pode ter alguma perda. É nessa perda que a gente precisa trabalhar”, disse a psicóloga.

Lívia destacou também a importância das atividades como lazer e os hobbies para as crianças superdotadas. “Então, tem crianças que são muito hiperfocadas nessa parte acadêmica, mas elas esquecem da parte do brincar; é uma criança. O brincar faz parte do desenvolvimento”, reforçou.

“Ela precisa socializar com outras crianças para ela desenvolver as demais áreas do cérebro dela. Não precisa e não pode ser somente essa questão acadêmica, porque, a partir do momento que ele fica só no acadêmico, ele deixa de socializar com outras crianças, deixa de ter experiências sensoriais”, complementou.

Fonte: g1.globo.com

Alunos do IFSP São Carlos visitam o Instituto Acorde em atividade de extensão

No dia 2 de outubro de 2025, os estudantes do curso de Bacharelado em Engenharia de Software do IFSP São Carlos participaram de uma visita técnica ao Instituto Acorde, como parte das atividades da disciplina de Extensão 4. A atividade foi acompanhada pela professora Celia Leiko Ogawa Kawabata e teve como objetivo aproximar os alunos de iniciativas sociais que promovem inclusão e cidadania.

Instituto Acorde é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos, fundada em 1988, que atua na promoção de atividades voltadas ao desenvolvimento de crianças e adultos com deficiência intelectual, estimulando suas capacidades e contribuindo para o exercício pleno de seus direitos.

Durante a visita, os estudantes conheceram a história da instituição, seus programas e as ações realizadas junto à comunidade. Eles também puderam compreender a importância do trabalho interdisciplinar e das parcerias entre organizações sociais e instituições de ensino, ampliando a reflexão sobre o papel da tecnologia e da educação na inclusão social.

A experiência proporcionou um momento de aprendizado e sensibilização, fortalecendo o compromisso dos futuros profissionais de Engenharia de Software com uma formação que vá além da técnica, valorizando aspectos sociais, éticos e humanos no exercício da profissão.

Por que exposição excessiva a telas pode provocar crises de raiva do seu filho

Segundo pesquisa realizada durante a pandemia, crianças expostas a maior tempo de tela na primeira infância têm maior dificuldade de lidar com as frustrações e se regular emocionalmente.

— Foto: Unsplash

Crianças expostas a maior tempo de tela têm maior dificuldade para lidar com acessos de raiva e frustração. É o que afirma o estudo de uma universidade canadense, que contou com a participação do psiquiatra brasileiro Pedro Pan, do Instituto Ame Sua Mente e da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Em entrevista ao podcast Bem Estar, Pedro explica como essa dinâmica cria um ciclo vicioso em crianças de até 4 anos e meio, uma vez que a mesma dificuldade de regulação emocional contribui com o aumento do uso de telas, interferindo na saúde mental das crianças.

“Tempo de tela gera menor controle emocional e regulação dos sentimentos na primeira infância, perpetuando essa cadeia negativa”, afirma o psiquiatra.
Ainda segundo Pan, o tempo de tela tem sido usado como uma espécie de “calmante digital” nas crianças, substituindo as relações interpessoais: “Todo esse contexto é necessário até para o desenvolvimento cerebral.”

O estudo começou em 2020, quando as crianças tinham três anos e durou até 2022, período auge da pandemia.

“As crises de raiva que vão acontecer [por volta dos] quatro anos e meio tinham como antecedente o maior tempo de uso de tablet quando a criança tinha 2 anos e meio.”

Para reduzir os efeitos mais nocivos da exposição às teles, o psiquiatra aconselha os pais utilizem essa tecnologia com as crianças e não as deixe sozinhas. Ele ainda alerta que o excesso de telas nesta fase também pode comprometer o desenvolvimento cerebral.

“A tela não tem os mesmos estímulos importantes para esse desenvolvimento. Olho no olho, contato interpessoal….O ideal é que o adulto utilize essa tecnologia com as crianças e não as deixe usarem sozinhas, como um calmante digital.”

Fonte: g1.globo.com

Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência – 20 anos de reconhecimento legal

O dia 21 de setembro é marcado pela celebração da luta por respeito, inclusão e conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência. Em 2025, a data completa 20 anos de reconhecimento oficial no Brasil, estabelecida pela Lei nº 11.133, sancionada em 14 de julho de 2005, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para a importância da igualdade de oportunidades.

Essa mobilização, no entanto, começou muito antes. Desde 1982, movimentos sociais e lideranças do setor já promoviam ações nesse dia. A escolha de 21 de setembro não foi por acaso: ela coincide com o início da primavera, representando renovação, esperança e o florescer de novas possibilidades para a inclusão.

O reconhecimento da data representou um marco para milhões de brasileiros, mas ela continua sendo também um convite à reflexão. Ainda há barreiras a serem superadas – físicas, sociais, culturais e atitudinais – que dificultam o exercício pleno da cidadania pelas pessoas com deficiência.

Apesar de avanços importantes, como a Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), de 2015, dados do IBGE mostram que mais de 18 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de deficiência, correspondendo a 8,9% da população com 2 anos ou mais. Muitos ainda enfrentam desafios em áreas fundamentais, como educação, saúde, mobilidade, mercado de trabalho e acessibilidade comunicacional.

O papel do Instituto Acorde

O Instituto Acorde é uma instituição dedicada a transformar essa realidade. Referência no atendimento a pessoas com deficiência intelectual e múltipla, mantém uma escola especializada, duas residências inclusivas e uma residência terapêutica. Além da educação, atua nas áreas de saúde, assistência social e inserção no trabalho, promovendo autonomia e dignidade.

Acreditamos em uma sociedade verdadeiramente inclusiva, onde a diversidade é respeitada e cada pessoa é valorizada pelo que é. Nosso compromisso diário é oferecer apoio, acolhimento e oportunidades de desenvolvimento para crianças, jovens e suas famílias.

A inclusão é responsabilidade coletiva: governos, empresas, instituições e cidadãos têm o dever de eliminar barreiras e construir uma cultura de respeito às diferenças. Cada gesto de reconhecimento, cada política implementada e cada espaço acessível aproximam-nos de um futuro mais justo e igualitário.

Os 20 anos dessa lei reforçam que a luta segue viva e necessária. Mais do que uma data no calendário, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência é um chamado à ação para toda a sociedade.

👉 Siga o Instituto Acorde no Instagram e Facebook para conhecer mais sobre Deficiência Intelectual, Síndromes e Transtornos.

👉 A sua doação fortalece projetos que transformam vidas e ajudam a construir um futuro inclusivo.

Instituto Acorde celebra 37 anos de dedicação à inclusão e ao cuidado humanizado

São mais de três décadas promovendo dignidade, autonomia e qualidade de vida para milhares de pessoas com deficiência intelectual e autismo.

Neste mês de aniversário, o Instituto Acorde comemora 37 anos de atuação social e reafirma seu compromisso com a inclusão, o acolhimento e o desenvolvimento humano. Fundado em 1988, o Instituto já beneficiou milhares de pessoas diretamente e hoje atende mais de 850 famílias, oferecendo apoio especializado, atividades terapêuticas, educação inclusiva, educação para jovens e adultos, oficinas de autonomia e suporte às famílias.

Com sede em São Carlos – SP, o Instituto Acorde é referência no atendimento de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e autismo e na alfabetização de adultos, trabalhando com uma equipe multidisciplinar comprometida com o cuidado integral e individualizado.

“Celebrar 37 anos é olhar com gratidão para o passado, mas também é renovar forças para seguir crescendo e expandindo nosso impacto social. Cada vida transformada é um motivo de comemoração”, destaca Alexandre Matias, presidente da instituição.

Doações que fazem a diferença

Ao longo dos anos, o Instituto Acorde vem contando com a solidariedade de pessoas físicas e jurídicas que acreditam na causa. As doações, realizadas por mensageiros ou pela plataforma online doeacorde.org.br, com segurança, transparência e autonomia aos apoiadores, sendo fundamentais para manter os atendimentos e ampliar a estrutura da instituição.

Para marcar esta nova fase, o Instituto lançou a campanha “Crescimento e Expansão”, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção de um novo bloco – obra já em andamento – que permitirá atender ainda mais pessoas com deficiência intelectual e autismo. Esse novo espaço é a resposta a um sonho antigo: acabar com a lista de espera e garantir que nenhuma criança ou família precise aguardar por cuidado e acolhimento. Cada contribuição é um tijolo de esperança, um passo concreto rumo a um futuro mais inclusivo e justo.

Como ajudar:

  • Faça uma doação de qualquer valor: https://doeacorde.org.br
  • Faça um PIX: doe@institutoacorde.org.br
  • Compartilhe a causa em suas redes sociais
  • Siga o Instituto Acorde no Instagram: @institutoacorde

Gratidão a todos que caminham conosco há 37 anos!
O futuro é feito de parcerias, afeto e ações concretas.

 

Festa Junina no Instituto Acorde

O Instituto Acorde celebrou no dia 27 de junho, sua tradicional Festa Junina com muita comida típica, brincadeiras e quadrilha. Os assistidos aproveitaram para festejar ao lado dos profissionais, colegas e familiares.

Alunos, professores e cuidadores foram responsáveis por toda a decoração, criando um ambiente acolhedor, alegre e divertido.

A Festa Junina tem grande importância, pois promove o desenvolvimento dos alunos e assistidos. Em meio às comidas típicas e brincadeiras como a pescaria, o clima foi de muita animação.

Durante o mês de junho, diversas atividades são realizadas com foco nessa festividade. Muitas das decorações, como bandeirinhas e balõezinhos, são produzidas por eles. O tema também é trabalhado em sala de aula, com a explicação sobre o significado da data, que integra as manifestações comemorativas do nosso calendário.

Além de fazer parte do calendário escolar, a festa incentiva a participação dos estudantes e promove momentos de socialização. Professores e cuidadores também se envolvem, organizando apresentações, brincadeiras e colaborando com a equipe da cozinha, responsável pelo delicioso cardápio típico.

Os alunos participaram fantasiados e se divertiram muito, vivenciando um momento especial de lazer, socialização e valorização das tradições culturais, de forma lúdica e inclusiva.

O Instituto Acorde agradece o envolvimento de todos os profissionais, famílias e, principalmente, dos alunos e assistidos, que tornaram nossa Festa Junina ainda mais especial. Mais do que um momento de diversão, a celebração representa uma oportunidade valiosa de aprendizagem, integração e valorização da cultura popular. Ao ser incorporada ao currículo escolar, contribui para o desenvolvimento social, fortalece vínculos e promove a inclusão em um ambiente cheio de significado.

📸 Para ver as fotos, clique aqui.

📱 Para saber mais sobre Deficiência Intelectual e Transtorno do Espectro Autista, siga o Instituto Acorde no Facebook e no Instagram.

Bella Capri lança Bella Ajuda 2025 em São Carlos

Campanha completa 11 anos com doações que somam mais de R$ 2 milhões em toda a rede da franquia de pizzarias

 A Bella Capri São Carlos dá início, neste mês, à 11ª edição da Bella Ajuda, campanha que visa arrecadar recursos a entidades assistenciais através da venda de pizzas. Em São Carlos a parceria é com o Instituto Acorde, que tem como objetivo atender pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e transtorno do espectro autista, proporcionando educação, atividades terapêuticas, físicas e recreativas para melhorar a qualidade de vida e a inclusão social.

Durante os meses de maio e junho a entidade venderá cupons de pizzas no valor de R$49,90 ficando diretamente com os recursos arrecadados. No total serão 150 pizzas que renderão cerca de R$7.485,00 para a entidade.

A Bella Ajuda é a principal ação social da Bella Capri, que é a maior rede de franquias de pizzarias do interior de São Paulo. A campanha acontece este ano em 31 cidades beneficiando 37 entidades assistenciais. Em 2025 são mais de 8.000 pizzas doadas com uma arrecadação total de mais de R$400 mil.

Os números totais da campanha, que é anual e começou em 2015, são ainda maiores. Em 11 anos a Bella Ajuda doou cerca de 52.000 pizzas, o que representa mais de R$ 2.130.000,00 arrecadados.

Para Guto Covizzi, diretor da rede Bella Capri Pizzaria, a Bella Ajuda é uma das mais importantes ações da franquia. “É um compromisso com a responsabilidade social, refletindo diretamente os valores da Bella Capri, com a garantia de que 100% dos recursos são revertidos para entidades sociais. Essa iniciativa solidária posiciona nossas pizzarias não apenas como um local de excelência gastronômica, mas também como um pilar de apoio e contribuição social nas cidades onde temos operações”, afirma Guto.

Como participar e ajudar

Quem quiser participar da campanha deve procurar a entidade, adquirir o cupom, baixar o aplicativo Bella Capri, fazer o pedido e ir até a pizzaria da marca mais próxima para retirar a pizza. A venda dos vouchers já começou e a retirada das pizzas será de 09 de junho a 10 de julho. Em cada cupom está escrita a data específica para retirada do produto. A campanha será encerrada em 10 de julho, Dia da Pizza, com almoço solidário nas pizzarias e participação de parte do público assistido pelas entidades.

Sobre a Bella Capri

A Bella Capri é uma franquia de pizzas feitas a mão, fundada em 1998, com receitas exclusivas inspiradas na tradicional gastronomia italiana. A rede oferece dois modelos de negócios: o Agile, que envolve delivery e retirada (podem ter o drive thru); e o Tradizione, para delivery, retirada e consumo no local. Atualmente, conta com 42 lojas em 31 cidades nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.